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3/10/2008 - INFORME SOBRE ACIDENTES - PARECER SOL SPORTS

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Estimados Instrutores e revendedores,

 

No momento ocorre um debate sobre os recentes acidentes e o aumento dos mesmos - gostaria de posicionar nosso pensamento em relação a isto.


Tenho 25 anos envolvidos no vôo livre - tenho visto muitos acidentes e também uma evolução no que diz respeito ao profissionalismo em ensino no vôo  livre - mas como em educação, saúde, transporte - também temos muito a fazer ainda.


No quesito entidades, já tivemos passos a frente e outros para trás - é uma situação que realmente deve ser bem resolvida - porém para isto é só com o real apoio e definição de pilotos e escolas que isto pode se concretizar. Faz-se urgente uma definição final sobre este tema, para que com isto possa haver evolução, correção de rumos e mais resultados práticos para o esporte.


Acreditamos que já existem normas, certificações, procedimentos (ABP http://www.abp.esp.br , ABVL http://www.abvl.com.br ) e até normas para regularizar os lugares de vôo (RBH104 http://www.anac.gov.br) - o que deve ocorrer é fazer valer o que existe - pessoal aprender, comprar e ter assistência através das escolas e em seguida seguir as diretrizes de formação e prática do vôo. Sem as escolas não tem como falar de segurança. Mas as escolas tem que propagar ao máximo estas diretrizes de segurança de forma o aluno sair educado desta fase.


Por sua vez as escolas e pilotos conscientes devem disseminar ao máximo as regras e diretrizes de segurança - quando isto virar a verdade no vôo com certeza os acidentes irão diminuir e o esporte crescer.

Estes acidentes e noticias tem a capacidade de reduzir drasticamente o numero de interessados no esporte - então cabe a nós e somente nós os envolvidos de forma profissional no esporte disseminar as idéias e pensamentos corretos. Os pilotos conscientes também podem se envolver na forma de policiar, disseminar e ajudar nas boas praticas do esporte - com certeza um acidente atinge a todos que tenham alguma ligação com o esporte.

 

 

Aos instrutores e revendedores de equipamentos cabe:

 

- Procurar vender equipamentos levando primeiramente em conta a segurança e depois os outros quesitos;


- Criar uma fidelidade entre o aluno e voador com a escola;


- Não fazer parecer mais fácil e mais seguro do que é - o esporte somente é seguro se for praticado dentro das premissas de segurança. É como andar de automóvel - respeitado as regras os acidentes seriam reduzidos a muito poucos


- Não deixar idéias esdrúxulas se disseminarem - DHV 2 mais seguro que 1-2, DHV 2-3 é mais seguro que 2 - isto é passar por cima de órgãos certificadores, 30 anos de experiência estudando, testando e criando regras de certificação - a troca indevida de equipamentos é a razão n.1 dos pilotos pararem de voar - olhem a volta e vejam quantos pilotos diminuíram a sua freqüência ao mudar para 2 ou 2-3 ou mesmo competition - estudos na França, Alemanha e Suíça mostram que a maioria dos pilotos param de voar por sustos e não por acidente - a maioria exatamente após a troca da vela por um nível superior e desvinculação ou afastamento da escola.


O Mercado europeu é composto de 20% velas LTF -1, 50% velas 1-2, 15% LTF 2 e o restante se divide entre 2-3, competitions, acro e duplos.

Se o mercado se renova 5-7% ao ano - significa que o pessoal fica quase 3 anos voando de LTF 1 e que 70% de todos os voadores nunca vão passar do 1-2.

 

Acredito que tudo deva evoluir - mas não vamos precisar da uma nova lei do álcool ou tolerância zero para diminuir os acidentes - é só aplicar e disseminar o que existe - não precisamos inventar nada.

Bons e seguros vôos a todos,

 

 

Ary Carlos Pradi

Diretor - Sol Sports

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Por: Glayson de Castro



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